O livro de Geoff Dyer é o melhor
livro de jazz que eu já li. Verdade que também foi o primeiro, mas tenho certeza de que a
minha opinião não mudará com as próximas leituras, quando ocorrerem (inclusive,
quero ler o “A História Social do Jazz”). É um livro para se ler grifando;
muitas passagens são líricas e sua beleza sobreviverá fora do contexto do capítulo em que está inserida.
Segundo o próprio autor, a obra
mistura fatos reais e ficção orientada por fotos e músicas. Ou seja, a
escrita de Dyer é uma “jam session” de estímulos visuais, auditivos e pesquisa
biográfica. Foram escolhidos alguns dos mais famosos instrumentistas do jazz (o
livro não trata de cantores) para que suas vidas fossem expostas com honestidade e respeitosamente
inventadas em alguns trechos de relevância.
O jazz não é um estilo fácil. Baseado na improvisação, não satisfaz quem espere
o conforto de um refrão a cada duas estrofes. Esse livro retrata, com a riqueza
de suas lindas descrições musicais, o estilo que está fadado ao underground. Sequer é necessário gostar
do estilo para apreciar o livro
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